quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Religião, Paz e Bom Senso...

Mesmo não sendo católica praticante, porque questiono e discordo de muitas ditas Leis que alguns Homens querem fazer crer aos Outros, serem as Leis de Deus, porque sou critica e critico muitas das formas de ser e estar daqueles que representam um Ser Maior, a verdade é que a Casa de Deus é Sempre a Casa de Deus e consigo neste local encontrar uma paz para a minha Alma que muitas vezes os humanos, por mais que queiram e se esforcem, não me conseguem passar. Sempre acreditei que haverá algo muito superior ao poder do Homem e até do Universo. Atrever-me-ia a dizer, e espero com isto não ofender ninguém, ser uma praticante da Fé, mais do que uma praticante do culto religioso em si. Talvez por isso já tenha feito vários percursos, em caminhadas a pé cujo destino me levou ao Santuário de Fátima, e mesmo dorida e fatigada sempre que cumpro o seguimento de tal caminho sinto-me leve, liberta, em paz, como se o cansaço do corpo compensasse alguns desvarios da Alma. Foi com a minha querida e saudosa Alice que aprendi as falas básicas, as ditas rezas, para conversar com Deus e ainda hoje, sempre que rezo sinto-me mais forte, como se, pelo menos durante aqueles instantes, me sentisse acompanhada por uma Mão Maior...Maior em força, em vontade, em protecção. Hoje na Casa de Deus, de entre muitas palavras e ditos retive na memória palavras, que embora possam parecer demasiado simples e vulgares, fizeram neste dia em especial, muita diferença. Não sei se os meus queridos ou apenas curiosos leitores são praticantes de um qualquer culto, ou se apenas acreditam e buscam, por si próprios, a sua fé... em todo caso cá fica algo retirado de um texto muito maior "se queremos que algumas coisas aconteçam na nossa vida, temos que ir à luta e à procura...." talvez por isso, o ser humano seja, na sua maioria, um eterno insatisfeito, porque continua todos os dias a lutar e todos os dias procura.... (estranho post, este meu de hoje...)

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Momentos de uma genuína e transparente boa disposição!











Aproveito a ocasião para agradecer todas as oportunidades que me têm sido dadas, mesmos aquelas que não consegui na devida altura reconhecer, cegueira que poderá ter origem num espírito demasiado jovem, ambicioso e obstinado.....São ou não são umas fotos giras a valer?!













Obrigada Jonhy!

Apesar da linha da sua vida marcar já o número 38, Jonhy, com o seu espírito irrequieto, olhar fugaz e sorriso tímido, vive num mundo que é apenas e só o seu mundo, incompreendido ou interdito às ditas gentes normais.
Jonhy é um artista. Tem o dom de nos transportar numa viagem para os tempos medievais da Escócia quando temos a oportunidade de fechar os olhos ao som do toque da sua Gaita de Foles..e Jonhy toca este instrumento como poucos. Sempre que tenho o prazer de o ouvir sonho, a minha alma viaja enquanto os arrepios percorrem os meus 152 cm de altura, várias vezes, em formato repeat...tantas quantas as vezes que o som do referido instrumento musical se fizer ouvir.
Jonhy tem uma forma de ser e de estar em tudo alternativa, será seguramente compreendido por poucos. Agarrado a um dos seus melhores amigos, o balão de Whisky com 2 pedras de gelo, Jonhy vira-se para mim, na noite em que me conheceu e pergunta:
- Olha lá, tu não és uma daquelas miudas universitárias que costuma trabalhar num dos bares ali para os lados do Terreiro?!
A gargalhada foi imediata e geral. De uma forma geral, quem conhecia o Jonhy sabia que num corpo franzino de 38 anos, cabia a inocência de um miudo de 10 anos. Jonhy acreditava mesmo no que acabara de perguntar.
- Oh Jonhy! Olha lá bem para mim! Ora para eu ser uma miuda universitária teria que estar algures, em termos de faixa etária, entre os 18 e os 24, dando já o devido desconto para copos e saídas nocturnas e matérias menos bem estudadas....certo?! Então agora olha lá outra vez para mim...vá eu até tiro o boné para tu veres melhor os cantos dos meus olhos.... Já tiveste tempo para olhar bem?! Então afinal o que me dizes agora?
- Jonhy cora e sorri como um miúdo que acaba de fazer alguma! É pá....agora pensando bem, acho que te confundi! Mas também não deves ter muito mais que 27 ou 28 anos!!!
- Jonhy continua assim...enquanto és feliz nesse teu mundo vais fazendo os outros rir e sorrir, e não deixes de tocar...quando tocas abre-se uma porta directa para o mundo da fantasia!
Obrigada por me teres feito rir e sorrir tanto na última noite em que me transportaste, com a tua música, para outros mundos..

sábado, 31 de janeiro de 2009

Os diferentes significados da prudência....

O inesperado aconteceu...a catástrofe ficou fechada algures num cofre de alta segurança cujo código de acesso caiu no esquecimento da única pessoa com poderes especiais para evitar catastrofes, e não estamos, obviamente, a referir-nos a catastrofes naturais, nem nada que se pareça....o mundo não acaba e a vida não deixa de continuar quando, subitamente, se digita um código de acesso a uma catástrofe emocional, sendo que, espero que os meus queridos amigos ou somente curiosos leitores percebam, que a palavra até agora tão repetida não é mais que uma hipérbole, procurando somente reforçar que, no dia a dia da vida de todos nós, há expectativas, detalhes, pormenores, ideias, desejos e anseios cuja ausência ou não concretização parecem verdadeiras catástrofes, neste caso da alma, que é aquela que busca nestes o seu alimento e forma de evoluir.


Mariana deveria dar pulos de alegria, afinal, o inesperado não só foi repentino como agradável e tinha-a apanhado desprevenida, não fosse essa a razão da existência do termo inesperado...algo que nos apanha de surpresa, algo com que não contamos, algo que verdadeiramente não esperamos.
Mariana queria dar pulos de alegria! Queria sorrir como se fosse a primeira vez em muito tempo que o sorriso aparecia sem esforço, acompanhado de gargalhadas de uma boa disposição rara. Contudo, algo se passava! Na alma de Mariana as palavras gritavam por prudência e os gestos e emoções suplicavam-lhe cautela!
Mariana queria pular, saltar...mas o corpo não acompanhava a vontade da sua alma, as suas pernas pareciam, repentinamente, pesar toneladas, como se estivessem fixas ao pavimento que Mariana pisava àquela hora da madrugada, como se a obrigassem a aceitar que qualquer pequena amostra de alegria era imprudente, e como tal, apesar da sua alma brilhar por dentro e do seu olhar ganhar vida, o corpo de Mariana tinha vontade própria, independente das ordens e desejos da alma, tornando um gesto tão banal como o pular ou saltar de alegria num esforço sobrenatural, e como tal, interdito ao mais comum dos mortais.
Este ser verdadeiramente invulgar, com capacidades e poderes especiais de guardar catastrofes em cofres fortes, era tão poderoso que detinha o dom de conseguir transformar palavras, objectos e cenas da vida comum habitualmente triviais em pequenos tesouros! Como surgindo do nada, um pedaço de papel improvisado transformara-se num guardanapo do tecido mais nobre, um simples copo de vinho apresentava-se como um nectar apenas acessível a Reis e Raínhas, Deuses e personagens de contos de fadas!
Mariana parecia incrédula, acreditava, há muito tempo, que lhe tinha sido vedado o acesso - por alguma razão que não tinha ainda descortinado - a lidar com seres com tamanhos poderes. Ora se tudo na vida acontecia, segundo dizem, por alguma razão, Mariana resignou-se a este impedimento, apesar de se conhecer como uma lutadora. A alma pulava de alegria, mas os seus pés recusavam-se a outra coisa que não fosse estar seguros e firmes no chão que pisava.
Mariana escuta ao longe uma melodia que lhe parecia familiar. A melodia aproxima-se de Mariana a passos largos e esta reconhece o som habitual do relógio a despertá-la para mais um dia de vida real. O som do despertador insiste em tirar Mariana do mundo dos sonhos e Mariana acorda apreensiva, cautelosa...na dúvida entre enfrentar a realidade ou continuar com o sonho, com medo que ao deixar o conforto dos lençóis, perdesse também o direito ao ser com poderes especias de enclausurar catastrofes em cofres, transformar papel em tecido nobre e vinho num néctar apenas digno de personagens de contos de fadas.
Mariana obriga-se a enfrentar um novo dia! Na dúvida, Mariana sorri com alma, recorda o duplo click, mas pisa cada centímetro de chão com ambos os pés, e com prudência para não tropeçar e cair...



domingo, 18 de janeiro de 2009

Há dias assim...

Faço, não faço; digo ou calo, se calo consinto, e se consinto sem querer?! Fervo por dentro...e se escrever, talvez a solução seja essa, pôr por escrito!! ..Hum é melhor não, mais tarde vais-te arrepender, ouve bem o que te digo - fala a dúvida com os seus próprios botões, como se fosse permitido às dúvidas rasgos de semelhanças com os humanos, ou pelo menos com as peças de vestuário que procuram, por vezes proteger, noutras esconder, destacar, desalinhar ...esta espécie da natureza.... E enquanto as dúvidas lutam à procura de espaço numa alma desordenada, as unhas desaparecem a uma velocidade aluciante....se mais depressa crescessem, mais depressa desapareciam! Raios! Preciso de espaço! Espaço para dar a luta contra a ansiedade por vencida...mas isso significaria que as dúvidas deixariam de ser eternas ou pelo menos constantes. Mas quem foi que se lembrou de tal criação! Lembra a alguém a necessidade de inventar o que quer que seja que crie o caos?! Sim, o caos! Há quem diga que se na vida tudo fosse uma certeza, a dita, a que chamam uma passagem, não teria a mesma piada, porque giro é viver na "corda bamba", na onda da adrenalina, mas se menos dúvidas houvessem e mais certezas existissem será que o aborrecimento tomaria o lugar da ansiedade?! Hum...tenho dúvidas...Claro, já cá faltavam estas danadas destas dúvidas... Já sei, agora sei mesmo! Vou telefonar! ...Por outro lado, é melhor não! E se do outro lado ninguém atende?!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009