quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Passagens!


Esta foto foi tirada pelo fotógrafo profissional, mas em part time, da familia! O meu cunhado favorito! E eu nem sabia da sua existência (da foto entenda-se). Acho que está uma foto diferente, bonita, onde eu sou apenas mais um elemento da paisagem...de uma paisagem onde já fui muito feliz!
Digam lá se o fotógrafo não tem jeito!?

domingo, 12 de dezembro de 2010

Andanças!



Já lá vão 11 anos desde que nos cruzamos nos corredores da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra! O Fernando (o rapaz janota de cabelo branco na foto acima) não desiste nunca de organizar reencontros! Neste está uma mulher do Norte, uma da Madeira e uns quantos do Centro! Bela ocasião para provar carne de crocodilo! Embora tenha comido um pouco a medo....que eu cá não sou grande aventureira das gastronomias exóticas, mas fiquei deliciada! Muito boa! Já agora, quem quiser provar é só procurar o Restaurante Real, em Cabeças Verdes, perto de Mira! Um verdadeiro paraíso gastronómico!
(já agora as etiquetas referem-se à identificação das diferentes carnes: veado, Kanguru, crocodilo e porco preto)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Desencontros III

Durante algum tempo Alice percorreu várias vezes a margem daquele rio. Dançou, partilhou, viveu, experimentou...conheceu.
Alice sentia por Miguel o encantamento que uma criança sente ao assistir a um espectáculo de magia, o fascínio pelo desconhecido, misterioso e enigmático e a atracção pelo brilho da arte, pelas cores e luzes.
Miguel era uma lufada de ar fresco. Moreno, bonito, afável. Os seus sonhos eram tão especiais que o faziam rondar entre a indecisão e a incertezas. Parecia querer encontrar um caminho para uma espécie de tesouro, sendo que desconhecia a localização do mapa para lá chegar.
O tempo passou, Alice viveu momentos únicos, mas sentia que não era em si que Miguel buscava o mapa do caminho para viver o inesquecível, sentir o que nunca havia sentido, precisar como nunca havia precisado...
(continua)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Desencontros II

Alice havia conhecido Miguel com a mesma casualidade com a qual se vai conhecendo gente nova, vida fora.
Fazia tempo que não via uma amiga de longa data, uma irmã do coração, e num dos jantares por esta organizados para reunir amigos, reviver histórias e reforçar laços de vida, Miguel apareceu com uma garrafa de Vodka com que preparou os aperitivos líquidos que antecederam o jantar, muitas gargalhadas entre amigos, alegria e sorrisos sinceros.
Estar com aqueles de quem gostava e que sabia gostarem de si deixava Alice feliz.
Miguel era a novidade do grupo e aos olhos de Alice o seu ar meio desalinhado contrastava com o olhar inteligente e espírito intelectual. Alice gostou de Miguel, ficando com a impressão de ali se encontrar uma alma sã...algo baralhada, indecisa com os rumos da vida, mas com tanto de verdadeira como de única.
Miguel era um SONHADOR! Com todas as virtudes e defeitos de quem sonha com o perfeito, não se contentando com o razoável, comum e aceitável.
Muitos meses se passaram sem que Alice voltasse a ver Miguel. Na roda da vida as horas esgotam-se, os dias passam e novos momentos ganham cores.
Um dia, quis o destino que os dois se voltassem a cruzar, algures à beira de um rio. O não planeado deu lugar a um jantar improvisado, divertido, honesto...e entre palavras e gargalhadas com verdade, Alice sente os lábios de Miguel tocarem os seus.
Qual improviso, qual surpresa! Alice sentiu-se tocada pela magia.
- Fazia muito tempo que não tinha vontade de beijar alguém assim, por impulso, disse-lhe Miguel.
Alice sorriu com uma vontade diferente, com a expressão com que há muito tempo não sorria.
(continua)

Desencontros

Alice chegava a casa após mais um dos seus longos dias de trabalho. Era já noite! O ar seco e frio deixara a rua deserta. Fazia já mais de uma semana que não ia visionar a caixa de correio da fracção que habitava num pequeno prédio, de uma média cidade que tantas vezes parecia uma aldeia medíocre.
Hesita no percurso das escadas, à medida que subia o acesso às garagens, pois era grande a vontade de entrar em casa, fechar a porta e deixar lá fora os turbilhão de ideias, palavras e gestos confusos com que se havia deparado durante o dia, contudo, Alice imaginava a ranhura de acesso à caixa de correio entupida em tanto papel e revista publicitaria.
- Devia ir, de uma vez por todas, aos correios - pensava Alice- buscar um daqueles papéis autocolantes, indicativos da manifesta vontade em ser alheia a promoções e descontos de última hora, mas de vez em quando a consulta dos panfletos era tanto uma dica como uma distracção.
Ao chegar à porta do seu pequeno apartamento, Alice dá meia volta em direcção à porta da rua, abre a sua caixa de correio que conforme esperava, padecia de falta de espaço para ajudar o Sr. Carteiro a fazer o seu trabalho.
Revistas, panfletos, publicidade e mais publicidade, uma carta do banco - Alice teimava em não aderir aos extractos de conta em formato digital - um envelope da empresa responsável pela gestão de condomínio e, para seu grande espanto, um envelope diferente, sem carimbos nem logótipos...sem remetente.
Já confortavelmente sentada no sofá da sua sala, Alice olhava para o envelope com um misto de desconfiança e curiosidade, sintoma da forma como esta se relacionava com o futuro e com a vida, medo do desconhecido e pressa de viver.
Alice olha o envelope, aperta uma mão contra a outra, trinca o lábio inferior, sustem o ar que traz dentro do peito e num impulso, pega no pedaço de papel, abrindo-o. Do interior, consta apenas uma folha, com duas pequenas frases.
As emoções e as memórias invadem a alma de Alice. Era como se as frases tivessem um rosto, as palavras um cheiro,o papel a temperatura de um corpo. E os olhos de Alice, de um verde escuro expressivo, verteram água, uma única lágrima, talvez aquela que havia ficado retida num qualquer canto, escuro e fechado...pois Alice desconhecia que ainda tinha a capacidade de chorar, achava que havia esgotado o seu reservatório de lágrimas.
(continua..)

sábado, 20 de novembro de 2010

Pecados não mortais....

Dormir...dormir muito, entre a cama e o sofá...mas sempre de pijama, quentinho...e já agora calçando meias tipo "Serra da Estrela" até aos joelhos, assegurando que nenhuma aragem mais fresca incomodará o desejável estado de dormência física e cerebral. Depois, aí para o final do dia, ver uns filmes, calminhos, bem dispostos, daqueles que permitem esboçar um sorriso entre alguns bocejos. Também me apetece comer coisas boas, daquelas que rapidamente se alojam nas partes do corpo que as dietas normalmente pretendem disfarçar. Mil folhas, bolo de chocolate, cheesecake de frutos silvestres...também uma torta de Azeitão. Uns patês, queijinhos e pão quente com manteiga também não caíam nada mal. No fundo ficaria feliz dando-me ao luxo de me entregar, durante um dia inteirinho, a dois dos pecados da vida: a preguiça e a gula... Não significa que não fosse mais feliz, entregando-me também a outros tipos de pecados, mas assim de repente...com estes dois por minha conta já me daria por satisfeita! Pôr de lado o telemóvel, o computador, esquecer os artigos científicos e os desnortes da vida profissional, as políticas e as crises - económicas e de valores - ...entregar-me ao sofá, cobertor, pijama e comidinha boa...daquela que faz a alegria do colesterol!! Digam lá se não se trata de uma boa ideia..

domingo, 14 de novembro de 2010

O Querer da Alma

Quisera eu Sonhar um Sonho sem limites,
Quisera eu nadar um oceano sem fundo,
Quisera eu partir, sem data de regresso e ir ali...ali ao fim do mundo,
Quisera eu ser forte e corajosa,
Sorrir um sorriso constante da alma,
Acordar e adormecer sem nunca perder a calma,
Quisera eu olhar nos teus olhos e encontrar calor,
Fazer perguntas e encontrar respostas,
Quisera eu alimentar-me de gestos, de abraços e olhares honestos,
Quisera eu olhar e ver-te, ver-te e encontrar-te..ouvir e escutar-te,
Quisera eu um mundo perfeito,
Adivinhar as palavras num olhar,
Fortes, frias...sensíveis aos meus dias...
Somente adivinhá-las...