quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Será que há quem...

Será que há quem não tenha segredos?
Quem não tenha sonhos?
Quem não tenha medos...
Será que há quem nunca tenha sorrido, esquecido ou lembrado?
Será que há quem nunca tenha chorado?
Quem não tenha nunca perdido...deixado, encontrado?
Será que existe Ser que nunca amou?
Será que há quem nunca se assuste?
Quem nunca tenha dado um beijo ou sido beijado?
Quem nunca deseje ou seja desejado?
Quem não sinta, quem não queira..quem não procure?
Quem nunca se engane ou seja enganado?
Quem nunca tenha perdoado por não ter o que perdoar?
Quem nunca tenha pecado?

Quem não tenha nunca dito "Desta água nunca eu beberei"?
Quem não tenha desesperado, nem que fosse por breves segundos...
Quem não tenha corado, enchido a alma de esperanças e a mente de alegrias?
Quem não tenha suspirado na beira de um qualquer rio ou perante a onda de um qualquer mar...

Quem nunca tenha querido adormecer para saborear no máximo o momento?
Quem nunca se tenha zangado com Deus...seja ele que Deus for...
Quem nunca tenha dito Adeus?
Quem nunca tenha suspirado?
...


...Por vezes penso nisto...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Hoje apetece-me...

...
Vestir uma t-shirt, uns calções e um casaco quente e correr descalça por aí;
Subir uma montanha e abraçar o céu mal chegue ao cume desta;
Gritar...gritar bem alto, como se o ar dos meus pulmões não tivesse fim e não houvesse mais o amanhã;
Esgotar-me...de forças, de resistência, de paixões... de uma imensa resiliência;
Comer gelado de morango;
Soltar as palavras, desamarrar os feitios, libertar os pensamentos e falar...
Dizer tudo o que penso;
Bater com a porta sem dizer adeus...
Pôr uma mochila às costas e partir à boleia...dos sonhos, das cores, dos sorrisos e das vontades;
Não pensar;
Almoçar à beira rio...daquele rio;
Fechar os olhos, encher os pulmões de ar e escutar a força do silêncio;
Fugir...fugir de falsos bravos, esconder-me de dissimulados, escapar a trapalhões mais do que a atrapalhados...
....ser livre e ser feliz..............................



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Do que gosto eu....

Gosto de ver o mar;
Gosto de caminhar na areia da praia quando esta ainda se encontra deserta;
Gosto do barulho dos pássaros pela manhã;
Gosto de franqueza;
Gosto muito de chá...verde, cidreira, camomila e lúcia-lima;
Gosto de estar em frente à lareira em dias de muito frio;
Gosto de cozinhar;
Gosto de chocolate...e gosto muito de fondue de chocolate com morangos;
Gosto de uma boa conversa;
Gosto de olhar os outros nos olhos;
Gosto de sentir;
Gosto de surpresas...daquelas que nos deixam arrepiados de emoção;
Gosto de barrar o pão com manteiga e, de seguida, molhá-lo em leite com café, bem quentinho;
Gosto de sandes de leitão acompanhada por um galão directo;
Gosto de ter amigos;
Gosto de viajar, de conhecer novos cheiros e hábitos, provar comidas diferentes, aprender como vive o resto do mundo;
Gosto de sorrir quando não estava à espera;
Gosto de surpreender e ser surpreendida;
Gosto de recordar a minha avó, as sopas de flores e barro que misturava em embalagens grandes da margarina "Planta" quando, durante a minha infância, passava férias no seu quintal;
Gosto de olhar para trás e ter saudades de muitos momentos;
Gosto de farófias e profiteroles;
Gosto de aprender;
Gosto de ir ao cinema, ver filmes românticos ou policiais;
Gosto de ter sonhos...ainda que não os consiga alcançar;
Gosto de escrever;
Gosto de usar chapéus;
Gosto de mil folhas de morangos e de doces com frutos silvestres;
Gosto de dormir um sono pesado;
Gosto de dizer o que penso...ainda que a vida me tenha ensinado a prender bem as palavras, para que estas não escapem ao mais pequeno impulso;
Gosto do meu sofá;
Gosto de torradas com manteiga e doce...de morango, tomate e abóbora;
Gosto de encher a banheira de água bem quente e perder a noção do tempo no banho;
Gosto de acampar assim como gosto de tomar o pequeno almoço à beira da piscina num qualquer hotel de 5 estrelas;
Gosto de aventuras e descobertas;
Gosto que me olhem nos olhos;
Gosto de quase todo o tipo de música;
Gosto de petiscos;
Gosto de gente genuína;
Gosto do verde, branco e azul;
Às vezes gosto do silêncio....
Gosto de mimar e ser mimada;
Gosto de oferecer presentes;
Gosto de ler as previsões dos signos em tudo o que é pasquim da esquina;
Gosto de perceves;
Gosto de adormecer abraçada a um calor que é humano;
Gosto de ter quem me enxugue uma lágrima;
Gosto de VIVER a vida;
Gosto da simplicidade e da condição humilde do SER Humano;
Gosto muito de gostar!!



sábado, 31 de julho de 2010

"Entre Tachos & Panelas - Trukes e Dikas"

Desde que assumi o desafio de regressar à vida académica que nem tempo tenho para fazer uma das muitas coisas que me dão prazer na vida - cozinhar!
Entretanto a verdade é que a falta de prática leva à acomodação e como tudo na vida...quanto menos se faz...menos vontade tem de se fazer... Pouca vergonha das poucas vergonhas...tenho um jantar prometido para uns amigos - coisa pouca ...aí uns 10 - desde Janeiro...(ver se em Setembro resolvo definitivamente essa questão)... o grande motivo para o incumprimento de uma promessa, mas também de um desejo, têm sido as aulas, junto com algumas carências logísticas do Madalena's (eina há quanto tempo não pronunciava o nome do melhor espaço de degustação dos Pousos e arredores), mas o assunto não está esquecido e é aqui assumido publicamente!

Assim, e retomando as questões gastronómicas e habilidades culinárias - ainda ontem comprei mais uma revista a somar às centenas que andam espalhadas entre a casa das origens e a minha própria casa - deixo-vos a receita de umas pernas de frango no forno deliciosas. Receita económica, prática, rápida e, como sempre......, muito poupadinha em sujar de loiça...que isto de conciliar umas unhas apresentáveis com o dito detergente da loiça e respectivo esfregão é tarefa de facto muito difícil...quase inglória!!! Sim...já sei que existe uma espécie que dá pelo nome de luvas...mas não consigo - às tantas é defeito de quem nasceu no campo...ou lá perto!!

Então cá vai a receita:

Ingredientes:

1 embalagem de pernas de frango (Daquelas que trazem a coxa agarrada)
2 limões - sumo
1 dente de alho
1 folha de louro
q.b sal
1/2 cubo de caldo Knorr de Galinha
q.b pimenta
q.b de paprika

Modo de preparação:

Lavam-se as pernas de frango, certificando que não sobram vestígios de penas e penugens!
Colocam-se num recipiente adequado para ir ao forno, temperam-se com muito sumo de limão, com sal, pimenta, paprika (ou colorau) o 1/2 caldo Knorr de galinha. Descasca-se o dento de alho e esmaga-se com uma faca, colocando-se no centro do tabuleiro e das pernas de frango, bem como a folha de louro.
Vai ao forno previamente aquecido. Durante a cozedura é necessário virar as pernas de frango e picá-las com um garfo para que deitem o molho próprio da carne.
Esta receita não leva nem azeite, nem óleo nem margarina.Não há necessidade de juntar qualquer tipo de gordura, uma vez que o frango, por si, já a contém. Quando o frango estiver tostadinho...está pronto.
Podem acompanhar com puré de batata, arroz branco ou então com um esparguete envolvido em alho e bacon.
Depois...contem-me como foi!!!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O testemunho...fala por si....

outra vez as palavras...

Há quem trate as palavras por "tu", quem precise delas como o corpo precisa de alimento. Há quem encontre sempre o que dizer, sempre o que escrever. É como se o pensamento não dormisse e a fábrica das palavras laborasse a todo o vapor 24 horas por dia, 7 dias por semana....
As palavras são parte importante do sentido da vida. Há momentos que não se repetem e que quando não acontecem ...acabam perdidos no tempo...palavras que não serão nunca esquecidas...mas se perderam..perderam-se na força de um contexto. Há palavras que se arrependem...palavras que são sempre escassas. Algumas aparecem de forma solta...outras procuram agrupar-se em função de um significado...talvez de um sentimento..de um momento...de uma escolha...
Pode uma palavra ter a força suficiente para mudar um destino?! Hum...talvez...contudo nem todos fabricamos palavras com a mesma facilidade..nem todos as sentimos como um respirar da alma...há quem olhe as palavras com desconfiança..quem se sinta intimidado pela sua força...quem não saiba como as agarrar...se estas devem ser apertadas, bem perto do coração...ou se talvez devam ser libertadas....deixando-as fugir para longe...bem longe...donde talvez não regressem memórias nem histórias para contar....esta sina das palavras....

terça-feira, 13 de julho de 2010

Se eu podia viver sem a areia da praia e a água do mar...

...podia, mas não era a mesma coisa!

E foi com estas palavras, e protegidos por um saco de papel em tons de azul que, com os meus 33 anos, recebi 2 frascos, transparentes e leves, surpreendentes e reveladores.

Um deles continha pouco mais de um punhado de areia da praia, o outro ...o outro guardava uns decilitros de água do mar de uma das minhas praias preferidas, daquelas que visito faça chuva ou faça Sol, protegida por um guarda Sol ou por uma camisola de lã bem grossa.

Algo demasiado simples em valor e tão imensamente rico de sentido. É quase como se, para pouco mais de uma mão cheia de seres, eu não tivesse segredos. A praia e o mar...a praia e o mar são calmaria em dias de tempestade da alma...são o verde esperança quando o cinzento se confunde com os restantes tons das cores da vida...a praia e o mar são amizade...são aqueles sorrisos e olhares...são aquelas palavras... Eu de facto deveria ter comprado uma casa na praia...

(i'm back....thank you all)